Feche os olhos para enxergar

Adoro analisar as pessoas na multidão.

Olho para os rostos e fico imaginando suas histórias de vida.

Acredito que Deus se manifesta nessas faces diversas e dias atrás eu O encontrei no poeta solitário da Praça da Sé.

Ele pediu um minuto da minha atenção. Recuei ao perceber a aproximação daquele homem maltrapilho, evitando a abordagem.

Porém ele olhou para mim de uma forma tão profunda e verdadeira, que decidi parar e prestar atenção ao que ele tinha para dizer.

Seu corpo estava sujo, suas roupas puídas, mas quando esse homem começou a declamar os poemas de sua autoria…pude transcender ao que meus olhos repeliram num primeiro momento.

Quanta sabedoria!

Por detrás daquela figura ameaçadora, pude enxergar uma alma pura…a criança que um dia ele foi…e é. Os sonhos que um dia sonhou…e sonha!!!!

Sim!!!! Ele tinha sonhos e compartilhou comigo…a estranha que parou para ouvi-lo.

O encontro com essa pessoa mudou algo dentro de mim.

Quantas chances eu desperdicei de conhecer pessoas fantásticas que meus olhos repeliram???

Quantos universos eu deixei de penetrar ao descartar o que aparentemente não tinha conteúdo???

As embalagens e rótulos são traiçoeiras.

A partir desse dia decretei uma lei pessoal…Não confiarei mais na mensagem vinda exclusivamente da visão!!!!

Fecharei os olhos para poder ouvir a música que emana das almas e corações.

Francine Maria Carreira Marciano

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Tia: mãe sem experiência

Outro dia a minha sobrinha Rafaela tomou uma decisão corajosa: DORMIR SOZINHA NA MINHA CASA!

Na hora que ela pediu isso juro que fiquei com um frio na barriga e as pernas bambas, em decorrência da minha escassa experiência e habilidade manual para essas coisas de fraldas, mamadeiras, choros de madrugada, etc.

Até então eu só havia experimentado ser tia nos momentos de lazer…Companheira das horas lúdicas da criançada.

A mochila que a minha irmã arrumou para ela parecia de um soldado  que iria passar um ano numa trincheira de guerra.

A lista de recomendações me deixou completamente aturdida: a) nada de derivados de leite (ela é alérgica); b) seis colheres de leite em pó (de soja) na mamadeira e 600 ml de água morna; c) banho e cama até as 20h; d) fralda somente para dormir; e) uma troca de fralda antes da meia noite; f) abotoar bem o macacão pijama para ela não passar frio durante a noite, entre outros detalhes.

O meu cunhado lançou para minha irmã um olhar eloquente no qual eu pude ler a seguinte mensagem: “amor do céu, você tem certeza que sua irmã tem a capacidade técnica de cuidar da nossa filha?”.

Até o meu sobrinho Matheus, o irmão da Rafaela (de 1 ano e dois meses) começou a chorar ao se despedir de nós. Seria premonição infantil?

Subi no carro com a Rafa e uma bigorna de 5 toneladas de responsabilidade, mas pensei: “Vai ser moleza!!! Ressalvadas as devidas proporções, já tive experiência com os 12  filhotinhos da minha cachorra, uma criança não deve ser assim tão complicada.”

Entramos no banho (tolice…imaginei que poderia tomar banho concomitantemente) e a logística não funcionou muito bem. Ela ficou pronta antes de mim e começou a bater o queixo de frio.

Interrompi meu banho pela metade (shampoo no cabelo e tudo) e troquei a Rafa, sempre olhando para o relógio, porque havia recebido a advertência de que ela deveria estar na cama às 20h.

O mais engraçado foi que minha sobrinha, percebendo meu estado de ansiedade, foi fornecendo as diretrizes: “a mamãe não coloca calcinha em cima da fralda, Titi Fan”. Ops…hehe.

Ah…o pijama. Quem foi o desgraçado que inventou aqueles botões nas pernas que NUNCA terminam corretamente?

Mamadeira, historinha pra dormir, explicações sobre a criação do mundo, sobre as nuvens, sobre a lua…e ela adormeceu!

Ufff…Voltei para terminar o meu banho…

De repente: UMA CRISE DE TOSSE E CHORO!

Sai novamente da segunda parcela do meu pretenso banho (agora estava com o condicionador nos cabelos), peguei a menina no colo e tentei acalmá-la (embora a maior apavorada da situação fosse eu!).

Dez minutos de muito choro e muita tosse…ela dormiu novamente.

Voltei pro banho (eeeeeeeeeeeeee….enfim consegui finalizar meu intento).

Antes de dormir: troca de fraldas!

Nessa hora aconteceu um fato sobrenatural. Parece que eu havia marcado encontro com o xixi dela. No exato momento em que abri a fralda, o xixi saiu…direto para o  meu COLCHÃO!!!!

Desespero, pânico e arte da improvisação diante da poça no meio da minha cama.

Colchão coberto com toalha…e voilá. Mais uma pendência solucionada.

Fui conseguir comer alguma coisa lá pela meia noite.

Passei a noite inteira acordada preocupada com ela (será que está coberta? E se ela cair da cama?).

Pela manhã acordei (acordei?) com um delicioso abraço e uma voz suave anunciando: “Titi Fan o sol nasceu”.

Tomamos café da manhã, arrumei a bagagem da corajosa soldadinha e a levei de volta pra casa.

Minha irmã nos recebeu com a seguinte afirmação: “Agora a Rafa já pode dormir mais vezes com você, tia Fran, porque ela está numa fase BEM MAIS TRANQUILA de cuidar.

Ahhhhhhhhhh…é?

Juro que nem percebi!!!

Francine Maria Carreira Marciano

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Um anjo passou por mim.

Um dia um anjo passou por mim.

Veio na forma de uma mulher linda, com cabelos encaracolados e da cor do sol, olhos verdes. Era dona de uma ternura indescritível.

Eu tive o privilégio de chamá-la de Vó.

Ela tinha uma voz suave, mãos macias e quentinhas, apesar de todas as lutas que enfrentou na sua vida.

Era uma guerreira, mas só possuía as marcas da guerra na alma.

Ela tinha o poder de transformar suas dores em uma fonte inesgotável de amor.

Cozinhava as melhores comidas do mundo. O café dela era o mais cheiroso.

Contava historinhas lindas pra me fazer dormir.

Adorava reunir a família em volta da mesa. Ela tinha um método infalível: fazia a comida predileta de cada neto e convidava para um almoço especial. O convite era irrecusável.

Seu sorriso era incrivelmente lindo!!!!

Quando ela gargalhava, chacoalhava todo o corpo. Eu sempre amei isso nela.

A frase que sempre ouvia de sua boca era “que lindo”.  Ela amava a vida!!!

Ela me ensinou a rezar, a ler a Bíblia. Foi minha professora de catecismo.

Aprendi com ela que havia um Deus amigo, com quem eu sempre poderia contar em todos os momentos da minha vida.

E que eu poderia ser Deus na vida das pessoas através da doação, respeito, amor e ajuda aos necessitados, atitudes essas que nos mostrava concretamente através dos seus atos e exemplos.

As portas da casa dela estavam sempre abertas. Ela adorava doar  tudo o que tinha. Por isso tomávamos o cuidado de não esquecer nada na casa dela.  Se tentássemos obter informações sobre nossas coisas deixadas (que ela doava sem dó) a resposta era: “Filha, você tem tanta coisa…(lição de desapego).

Deixava claro que eu devia respeitar as pessoas, amar os meus semelhantes e aceitar as diferenças.

Com ela aprendi o valor de uma amizade, de um abraço, da demonstração de carinho sem medida.

Nunca vi meu anjo fraquejar, murmurar ou reclamar.

Já a vi chorar, mas não via fraqueza em seu choro.

Presenciei medo em seus olhos algumas vezes (e isso é humano), mas via confiança e determinação mesmo diante das adversidades.

Quando soube que ela havia partido, uma imagem muito significativa veio em minha mente.

Lembrei de quando eu era criança. Eu tinha o costume de dormir no sofá da casa dela e meu pai me levava nos braços para a minha casa.

Aí pensei: meu anjo dormiu e o Pai veio buscá-la.

Saudade é o amor que fica.

Obrigada Vó Isola pela vida bonita que você teve, pelas lições que você me ensinou, pelas sementes de amor que plantou em seu caminho.

Que bom que existe saudade.

O amor que ficou em nós é ETERNO.

Descanse em PAZ aí na sua nova morada, MEU ANJO DOS CACHINHOS DOURADOS, pois aqui você já cumpriu com maestria sua missão.

(Dia 22 de maio minha avó completaria 88 anos de idade).

Francine Maria Carreira Marciano

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Desconectados?

Facebook, Twitter…O mundo está conectado!

Será mesmo?

Embora eu seja uma apaixonada convicta por todas essas invenções, não posso deixar de perceber que as pessoas que utilizam tais instrumentos estão cada vez mais ilhadas e solitárias.

Diariamente recebo solicitações de amizade, cutucões, polegares em riste, mas contraditoriamente, quando encontro essas mesmas pessoas os olhares desviam, os passos aceleram, fingem que não me conhecem…

Estranho, não?

Minha geração (Senhor! Nunca imaginei que falaria isso tão cedo!)  presenciou a transição tecnológica.

Minhas provas no colégio vinham úmidas e tinham cheiro de álcool, pois passavam pelo mimeógrafo para serem impressas (prezado leitor: se vc nasceu após 1990 visite o museu mais próximo, pergunte para seus pais, tios, ou faça uma busca no google, wikipedia, etc).

Pesquisas? Biblioteca era o local indicado. Para lá iam os alunos do colégio que se encontravam e iniciavam a odisseia de busca na extinta Enciclopédia Barsa.

Celular era apenas o adjetivo relativo a célula.

As palavras ideia, geleia, plateia tinham acento!

Lembro do dia em que meu pai fez festa porque havia adquirido sua primeira máquina de escrever elétrica (marca Olímpia, salvo engano). Ele dizia: “Filha, isso é o futuro!”.

Lembro da minha infância na casa das minhas avós, das brincadeiras com meus primos e primas, das cabaninha de almofadas, dos piqueniques.

Constumávamos convidar as crianças da vizinhança para brincar de boneca, pular elástico na rua, amarelinha, pega-pega, esconde-esconde, entre outras atividades lúdicas interativas.

As meninas reuniam-se diariamente para fazer troca de papéis de carta.

Sim…carta!

Recebíamos e enviávamos longas e cuidadosas cartas manuscritas (hoje só recebo carta manuscrita de réu preso).

Integração, contato, olho no olho.

Ah…os bailinhos na casa dos amigos…que delícia!

Mesas postas! Como era bom! Havia tempo para a família compartilhar a refeição, que era pensada e elaborada  carinhosamente e calmamente.

Dellivery? O que era isso?

Lembro que o Natal demorava demais pra chegar.

Tempos bons aqueles em que havia demoras e esperas.

Se algum menino quisesse namorar (sim, eles costumavam fazer um pedido formal) era praxe a menina pedir “um tempo para pensar”.

O que fizemos com nosso tempo?

O que fizemos com as relações humanas?

Porque estamos nos tornando superficiais, frios e distantes?

Evoluímos tecnologicamente e regredimos emocionalmente.

Atitudes como a do assassino de Realengo no Rio de Janeiro talvez tenha origem na virtualização das relações e na banalização da vida!

Uma metáfora muito compatível com esse sentimento é a da fina camada de gelo que Bauman propõe.

Estamos todos andando sobre uma fina camada de gelo. Se ficarmos parados ela se rompe e nos afogamos. Então precisamos sempre estar em movimento, sempre correndo, sem mesmo saber para onde, mas sempre indo em frente e rapidamente.

Com isso perdemos a noção do essencial.

Estamos todos “ligados” no automático, conectados com o mundo, porém absolutamente desconectados de nós mesmos e das pessoas que nos cercam.

Francine Maria Carreira Marciano

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Sexo frágil?

Essa crônica eu dedico a todas as mulheres especiais, que ainda não foram capazes de descobrir a FORÇA que existe dentro de si.

Ele quem mesmo?

(Martha Medeiros)

Depois de um bom tempo dizendo que eu era a mulher da vida dele, um belo dia eu recebo um e-mail dizendo:”olha, não dá mais”.

Tá certo que a gente tava quase se matando e que o namoro já tinha acabado mesmo, mas não se termina nenhuma história de amor (e eu ainda o amava muito) com um e-mail, não é mesmo? Liguei pra tentar conversar e terminar tudo decentemente e ele respondeu: “mas agora eu tô comendo um lanche com amigos”.

Enfim, fiquei pra morrer algumas semanas até que decidi que precisava ser uma mulher melhor para ele.

Quem sabe eu ficando mais bonita, mais equilibrada ou mais inteligente, ele não volta pra mim?

Foi assim que me matriculei simultaneamente numa academia de ginástica, num centro budista e em um curso de cinema.

Nos meses que se seguiram eu me tornei um dos seres mais malhados, calmos, espiritualizados e cinéfilos do planeta.

E sabe o que aconteceu? Nada, absolutamente nada, ele continuou não lembrando que eu existia.

Aí achei que isso não podia ficar assim, de jeito nenhum, eu precisava ser ainda melhor pra ele, sim, ele tinha que voltar pra mim de qualquer jeito.

Decidi ser uma mulher mais feliz, afinal, quando você é feliz com você mesma, você não põe toda a sua felicidade no outro e tudo fica mais leve.

Pra isso, larguei de vez a propaganda, que eu não suportava mais, e resolvi me empenhar na carreira de escritora, participei de vários livros, terminei meu próprio livro, ganhei novas colunas em revistas, quintupliquei o número de leitores do meu site e nada aconteceu.

Mas eu sou taurina com ascendente em áries, lua em gêmeos e filha única!

Eu não desisto fácil assim de um amor, e então resolvi que eu tinha que ser uma super ultra mulher para ele, só assim ele voltaria pra mim.

Foi então que passei 35 dias na Europa, exclusivamente em minha companhia, conhecendo lugares geniais, controlando meu pânico em estar sozinha e longe de casa, me tornando mais culta e vivida.

Voltei de viagem e tchân, tchân, tchân, tchân: nem sinal de vida.

Comecei um documentário com um grande amigo, aprendi a fazer strip, cortei meu cabelo 145 vezes, aumentei a terapia, li mais uns 30 livros, ajudei os pobres, rezei pra Santo Antônio umas 1.000 vezes, torrei no sol, fiz milhares de cursos de roteiro, astrologia e história, aprendi a nadar, me apaixonei por praia, comprei todas as roupas mais lindas de Paris.

Como última cartada para ser a melhor mulher do planeta, eu resolvi ir morar sozinha.

Aluguei um apartamento charmoso, decorei tudo brilhantemente, chamei amigos para a inauguração, servi bom vinho e comidinhas feitas, claro, por mim, que também finalmente aprendi a cozinhar.

 Resultado disso tudo: silêncio absoluto.

 O tempo passou, eu continuei acordando e indo dormir todos os dias querendo ser mais feliz para ele, mais bonita para ele, mais mulher para ele. 

Até que algo sensacional aconteceu.

Um belo dia eu acordei tão bonita, tão feliz, tão realizada, tão mulher, que eu acabei me tornando Mulher demais para ele.

Ele quem mesmo? 

Francine Maria Carreira Marciano

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Turista não cata conchinhas!

 

Catar conchinhas…eis uma deliciosa brincadeira para quem deseja ser escritor. A alma é um grande mar que vai depositando conchinhas no pensamento. É preciso guardá-las. Quem deseja ser escritor há de aprender com as crianças a catar conchinhas, pensamentos avulsos como esses com que estou brincando, e guardá-las num caderninho (…) O problema com os aprendizes é que eles pensam que literatura se faz com coisas importantes. O que torna a conchinha importante não é o seu tamanho, mas o fato de que alguém a cata da areia e a mostra para quem não viu: “Veja…”. Literatura é mostrar conchinhas…

(Rubem Alves)

Por falar em conchinhas…

Fiquei encantada com a metáfora do peregrino e do turista apresentada pelo pensador contemporâneo Zygmunt Bauman:

O peregrino é quem escolhe viajar em busca de algo para melhorar ou dar sentido à sua vida. Em sua árdua e longa jornada, que não tem prazo para terminar, ele não tem pressa, pois o trajeto importa mais do que sua chegada, que ele não sabe quando nem onde ocorrerá.  Cada passo é contemplado e os obstáculos são utilizados como motivação para sua superação.   

Já o turista viaja por diversão. Tem data marcada para voltar. O destino é fruto da curiosidade ou influência do mercado de consumo do lazer. O trajeto é apenas um modo de chegar a seu destino. Qualquer contratempo é vivido de forma dramática. A análise da paisagem é rápida e superficial, pois precisa acumular o maior número de pontos turísticos em seu curriculum.

Essa metáfora é bem interessante para compreender um pouco as relações humanas na atualidade.

Vivemos na era das informações fragmentadas, das relações superficiais e descartáveis.

Não temos paciência para nos aprofundar no conhecimento de nós mesmos e muito menos das pessoas que atravessam nossos caminhos.

Estamos preocupados em colecionar quantidade, não qualidade.

Qualquer dificuldade no contato humano nos leva a abandonar o trajeto inicial e partir para outra viagem, como turista, em busca da “terra prometida” da ilusão.

Alimentamos nossas almas com prazeres imediatos e indigestos, porém estamos cada dia mais famintos do verdadeiro amor.

Ah…quero aprender a lição do peregrino! Desacelerar, caminhar com os pés descalços, apreciar o sol, sentir o vento e degustar cada minuto da minha vida como se fosse o último.

Prestar atenção na paisagem, conhecer melhor os companheiros de viagem.

Quero ter tempo para aprimorar os gestos de ternura, afeto, delicadeza e guardar com carinho cada “conchinha” que encontrar pelo caminho.

“Se tivesse mais alma pra dar eu daria…Isso pra mim é viver” (Djavan).

Francine Maria Carreira Marciano

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Ah, se eu pudesse…

Pois é, os 34 aninhos chegaram!

Esqueci de mencionar no post anterior o lado difícil da coisa…

Há necessidade de manutenção diária do “corpitcho”, sob pena de embarangamento exponencial.

Atenta a isso, hoje eu acordei 6h para iniciar a maratona:

Passo 1- Driblar a preguiça quando o despertador toca;

Passo 2- Não resistir à tentação de prorrogar 10min de soneca;

Passo 3- Colocar uma “roupitcha” que denuncia os excessos cometidos no final de semana, sem reclamar (consequência das escolhas, lembra?);

Passo 4- Olhar para o espelho e avisar aquela preguiçosa de cara amassada que não adianta implorar…VAMOS MALHAR!

E lá vou eu…feliz e contente (???) para a ACADEMIA!

O treino é simples: meia hora de corridinha na esteira + 1h de musculação, finalizando com uma sessão de exorcismo de pneus e da minha lombar (abdominais).

No meio da corrida surgiu uma nuvenzinha de pensamento sobre minha cabeça.

Lembrei de um documentário que assisti sobre a vida da URSA POLAR.

A mamãe ursa hiberna todo o inverno.

Nesse período seus filhotes nascem e se viram como podem.

Quando a ursa mãe acorda, os bichinhos já estão crescidinhos.

A ursa polar alimenta-se basicamente de salmão (hummmmm) e quando contrariada, dá patadas em todos ao seu redor (adorei essa parte!).

O detalhe mais instigante: para atrair a atenção dos machos da sua espécie, ela só precisa manter-se BRANCA, GORDA e PELUDA!!!

Ai que ÓDIO dessa fêmea privilegiada pela natureza!!!

Francine Maria Carreira Marciano

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